Órgão registra 946 queixas entre os turnos e mantém atenção a pressões e retaliações no ambiente de trabalho.
O Ministério Público do Trabalho recebeu 1.937 denúncias relacionadas a assédio eleitoral nas eleições de 2026, de acordo com balanço divulgado após o segundo turno e noticiado nesta terça-feira (27) pela Agência Brasil. Entre a primeira e a segunda etapas da disputa foram registradas 946 queixas.
A instituição ajuizou 59 ações civis públicas e obteve 52 decisões liminares para proteger o voto livre dos trabalhadores. Também foram firmados 53 termos de ajuste de conduta, nos quais empregadores assumiram compromissos para cessar práticas questionadas.
O comunicado oficial do MPT aponta São Paulo, com 350 reclamações, Minas Gerais, com 212, e Rio de Janeiro, com 169, como os estados com mais registros. Os números representam denúncias recebidas, não um total de condenações ou de crimes já comprovados.
As medidas relatadas pelo órgão envolvem situações distintas, como pressão para participar de mobilizações políticas e obstáculos ao comparecimento às urnas. O balanço mostra que a atuação ocorreu tanto por decisões judiciais urgentes quanto por acordos.
O recebimento de relatos continua após a votação. Em comunicado próprio, o MPT em Mato Grosso do Sul informou que também recebe denúncias de ameaças de demissão e outras represálias ligadas à escolha política, inclusive em mensagens e redes sociais. Cada caso depende de apuração.
Da redação, com informações de Agência Brasil — 27/10, 13h35; MPT — balanço nacional; MPT-MS — 26/10.
Imagem destacada: Imagem ilustrativa de arquivo: urna eletrônica em 2018; não retrata a votação de 2026. Foto: Vinicius Depizzol/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0. Sem nova edição manual; eventuais recortes mantêm a mesma licença.