Temporal em Maringá deixa 82 mil imóveis sem luz e leva prefeitura a anunciar calamidade

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O temporal em Maringá, no Noroeste do Paraná, derrubou árvores, postes e semáforos, destelhou casas e parte do quartel central do Corpo de Bombeiros e deixou mais de 82 mil imóveis sem energia na madrugada desta segunda-feira (2), feriado de Finados. O prefeito Silvio Barros (PP) anunciou um decreto de calamidade pública.

Com o estrago, as linhas 190, 192 e 193 saíram do ar, e a prefeitura divulgou números alternativos para pedir socorro (veja abaixo). Cerca de 400 pessoas, em 26 equipes, trabalham na recuperação da cidade, com reforço de municípios vizinhos e do governo do estado.

Telefones de emergência após o temporal em Maringá

Segundo comunicado da prefeitura, os números de emergência da Polícia Militar (190), do Samu (192) e do Corpo de Bombeiros (193) ficaram temporariamente fora do ar por causa da chuva. Enquanto o sistema não é restabelecido, os moradores devem usar estes números, todos com DDD 44:

  • Polícia Militar: (44) 3261-5115
  • Samu: (44) 99139-7189
  • Corpo de Bombeiros: (44) 99144-1363

Pedidos de retirada de árvores e galhos podem ser feitos pelo aplicativo Ouvidoria 156 ou pelo site da prefeitura, na opção “Temporal”. Falta de energia e fios partidos devem ser comunicados à Copel pelo WhatsApp (41) 3013-8973 ou pelo 0800 51 00 116.

O que o temporal em Maringá destruiu

Temporal em Maringá: árvore derrubada pelo vento sobre a calçada (imagem ilustrativa)
Imagem ilustrativa: árvore derrubada por ventania (Austrália, 2018). Foto: Kclovelock / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

A tempestade chegou de madrugada, com chuva forte, granizo e rajadas de vento. A estação do Inmet registrou rajada de 96,8 km/h, segundo o portal SCC10; o Simepar mediu 81 km/h no município. Entre meia-noite e 8h, o acumulado de chuva passou de 51 milímetros.

Durante o temporal em Maringá, árvores caíram sobre a Avenida Colombo, trecho urbano da BR-376, e bloquearam parcialmente a pista. Houve ainda interdições nas avenidas Brasil, Tiradentes, Humaitá e Tuiuti. Na Humaitá, galhos atingiram carros estacionados. A cobertura de um posto de combustíveis desabou, e um prédio teve princípio de incêndio após um curto-circuito.

O próprio Corpo de Bombeiros foi atingido pelo temporal em Maringá. Na sede do 5º Batalhão, árvores caíram sobre viaturas no pátio, e um dos prédios administrativos perdeu o telhado. Em vídeo nas redes sociais, o prefeito comparou o cenário a uma guerra e pediu paciência e solidariedade aos moradores.

O que muda com a calamidade pública

Diante dos danos do temporal em Maringá, o decreto de calamidade pública autoriza o município a fazer contratações emergenciais, com regras de licitação simplificadas, e agiliza a liberação de recursos estaduais e federais para socorro e reconstrução. A medida também permite pedir o reconhecimento da situação à Defesa Civil nacional.

O Arauto do Vale não localizou, até a publicação desta reportagem, o número e o prazo do decreto. A Assembleia Legislativa do Paraná anunciou repasse de R$ 5 milhões para a recuperação da cidade, e o governador Ratinho Junior garantiu apoio estadual às famílias atingidas.

Energia, água, trânsito e escolas

Temporal em Maringá: fios de energia caídos após tempestade (imagem ilustrativa)
Imagem ilustrativa: fiação derrubada após tempestade (EUA). Foto: Tony Webster / Wikimedia Commons, CC BY 2.0

No pico do temporal em Maringá, a Copel contabilizou 82,2 mil unidades consumidoras sem luz na cidade, cerca de 34% do total, a mais afetada do estado. Às 16h30, segundo a prefeitura, 29% do município ainda estava no escuro, com cerca de 300 eletricistas em campo e drones para inspecionar a rede.

Sem energia, a Sanepar prevê falta de água ou baixa pressão em alguns bairros até a madrugada de terça-feira (3). Muitos semáforos estão apagados, e a Avenida Juscelino Kubitschek está alagada e interditada nos dois sentidos.

A rede de urgência funciona com geradores e hospitais parceiros. A 15ª Regional de Saúde reservou leitos em Umuarama, Cianorte, Paranavaí e Campo Mourão, caso seja preciso transferir pacientes, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ofereceu a Força Nacional do SUS.

Cinco escolas municipais danificadas pelo temporal em Maringá suspenderam as aulas: Odete Alcântara Rosa, Toninha Mamprim, Pioneira Mariana Viana Dias, Dorncelina Folador e Ruy Alvino. As demais escolas e os Cmeis funcionam normalmente.

Força-tarefa e ajuda de fora

Temporal em Maringá: equipe remove árvores caídas de via (imagem ilustrativa)
Imagem ilustrativa: equipe retira árvores caídas após tempestade (EUA). Foto: U.S. Fish and Wildlife Service Southeast Region / Wikimedia Commons, CC BY 2.0

Para coordenar a resposta ao temporal em Maringá, a prefeitura instalou um Gabinete de Gestão Integrada com Bombeiros, Defesa Civil estadual e municipal, polícias, Guarda Municipal, Samu, Copel, Sanepar e voluntários. Atuam as secretarias de Infraestrutura, Limpeza Urbana, Mobilidade, Segurança, Saúde e Assistência Social.

Sarandi, Marialva, Paiçandu, Mandaguari, Paraíso do Norte, Apucarana, Campo Mourão e Paranacity enviaram equipes, assim como a concessionária EPR. Em nota, Silvio Barros disse que o esforço está concentrado em “restabelecer a normalidade em Maringá”, em conjunto com a região e o estado.

Marquinho e outras cidades do Paraná

O temporal em Maringá fez parte de uma sequência de tempestades que causou estragos em 17 cidades paranaenses, segundo o governo do estado. Em Marquinho, no Centro-Sul, cidade de cerca de 4,4 mil habitantes, uma chuva de granizo na tarde de domingo (1º) danificou cerca de 270 casas, escolas e prédios públicos. A prefeitura local estima danos em até 70% do município.

No Paraná, 172,7 mil imóveis seguiam sem luz no fim da manhã, 111,3 mil deles no Noroeste. Campina da Lagoa e Nova Esperança também registraram muitos desligamentos. O governador eleito Sergio Moro prestou solidariedade às famílias e prometeu reforçar a estrutura de resposta a eventos climáticos.

Entenda: o que fazer depois do temporal em Maringá

A prefeitura pede que os moradores evitem sair de casa e não visitem as áreas mais atingidas, para não atrapalhar as equipes. Árvores e galhos caídos não devem ser removidos sem ajuda profissional, sobretudo quando estão sobre a fiação.

A Copel orienta a manter distância de cabos partidos e postes danificados. No trânsito, cruzamentos com semáforo apagado devem ser tratados como parada obrigatória.

A instabilidade continua. A Defesa Civil manteve alerta laranja para a região nesta segunda, com risco de novas chuvas de 30 a 60 milímetros por hora, ventos de até 100 km/h e granizo. Depois do temporal em Maringá, quem estiver em área de risco deve procurar abrigo seguro e acionar os números alternativos de emergência.

Acompanhe outras notícias em Geral no Arauto do Vale.

Redação: Arauto do Vale, com informações da Prefeitura de Maringá (via Maringá Atual), do Pinga Fogo, da Copel (via Pinga Fogo), da Band, do Midiamax, da RIC, do SCC10 e da Record.

Imagem destacada: Catedral de Maringá (foto de arquivo, 2012), por Mariordo, via Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0. As fotos do corpo do texto são ilustrativas e não mostram Maringá.

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